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A inspeção de sistemas contra incêndio é parte fundamental da gestão de segurança. Não se trata apenas de proteção, mas de eficiência operacional. O cumprimento das normas vigentes é o caminho mais curto para evitar riscos humanos, perdas materiais e sanções econômicas severas.

Tabla de contenidos

  1. Sistema de segurança contra incêndio
  2. Tipos de sistemas de segurança contra incêndio 
  3. Inspeções de sistemas contra incêndio 
  4. Norma NFPA
  5. Normas e Regulamentações no Brasil 
  6. Manutenção de sistemas contra incêndio 
  7. Fluxo de trabalho inteligente com Kizeo Forms

Sistema de segurança contra incêndio

Um sistema de segurança contra incêndio é um conjunto articulado de equipamentos e protocolos projetados para detectar, controlar e extinguir um incêndio de maneira oportuna. Sua eficácia depende da integração de dois tipos de proteção:

  • Passiva: Elementos que facilitam a evacuação e confinam o fogo (paredes corta-fogo, sinalização).
  • Ativa: Equipamentos que intervêm diretamente na emergência (alarmes, chuveiros automáticos, extintores).

Tipos de sistemas de segurança contra incêndio 

Existem diversas tecnologias adaptadas a cada tipo de risco (industrial, comercial ou residencial). Além do básico, um esquema de proteção integral inclui:

  • Extintores  

São a primeira linha de defesa. Classificam-se segundo o tipo de fogo que combatem (classes A, B, C, D ou K). Sua manutenção mensal é crítica para garantir que a pressão e o agente extintor estejam em condições ideais.

  • Chuveiros automáticos (Sprinklers)  

Detectam o calor e liberam água diretamente sobre o foco do incêndio. São essenciais para o controle de grandes superfícies e redução de danos estruturais.

  • Sistemas de detecção e alarme 

São o “cérebro” da proteção. Incluem detectores de fumaça, calor ou chama, painéis de controle e acionadores manuais. Sua função é alertar os ocupantes e os serviços de emergência no estágio inicial do fogo.

  • Rede de hidrantes (BIEs) 

Tomadas de água com mangueiras que permitem uma intervenção manual potente. Exigem testes de pressão periódicos para garantir o fluxo necessário no momento do uso.

  • Sistemas de supressão por agentes limpos ou gases 

Utilizados em data centers ou laboratórios onde a água danificaria os equipamentos. Utilizam gases como CO2 ou químicos como FM-200 e Novec 1230 para extinguir o fogo por abafamento ou resfriamento químico, sem deixar resíduos.

  • Iluminação e sinalização de emergência 

Garantem rotas de evacuação seguras mesmo em escuridão total ou fumaça densa. A manutenção inclui testes de autonomia das baterias.

Inspeções de sistemas contra incêndio

De acordo com os padrões técnicos, a inspeção define-se especificamente como uma revisão visual rápida e frequente. Seu objetivo é assegurar que o sistema esteja no lugar, não tenha sido violado e esteja livre de danos físicos aparentes. É o primeiro controle para garantir que não existam obstruções (como caixas à frente de um extintor). Uma inspeção digitalizada permite documentar os achados com fotos e assinaturas em tempo real.

Norma NFPA

O referencial internacional mais aceito é a NFPA (National Fire Protection Association). O sucesso de um programa de segurança reside na tríade IPM (Inspeção, Prova/Teste e Manutenção):

  • NFPA 25:
    Estabelece os requisitos de IPM para sistemas à base de água. Define que a inspeção é visual, enquanto os testes verificam o funcionamento.
  • NFPA 72:
    Define o padrão para sistemas de alarme e sinalização, detalhando as frequências de revisão eletrônica e operacional.

Normas e Regulamentações no Brasil 

No Brasil, a segurança contra incêndio é estruturada por um conjunto de normas técnicas e regulamentações estaduais que garantem a integridade das edificações e a segurança dos ocupantes. O pilar central são as NBRs da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que definem os padrões rigorosos de fabricação e instalação de equipamentos. 

Entre as principais, temos a NBR 17240, que estabelece diretrizes para sistemas de detecção e alarme, e a NBR 12962, essencial para manter os extintores de incêndio sempre prontos para o uso.

Além das normas técnicas, cada estado conta com seu próprio Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico, detalhado pelas Instruções Técnicas (ITs) do Corpo de Bombeiros. Essas diretrizes são o caminho seguro para obter o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), orientando desde o planejamento das saídas de emergência até o cálculo da carga de incêndio. Seguir essas ITs traz confiança para a gestão e assegura a conformidade legal do imóvel perante órgãos públicos e seguradoras.

O Papel Fundamental da Brigada de Incêndio

Um ponto de destaque na normativa brasileira, guiado pela NBR 14276, é a formação da Brigada de Incêndio. Esse grupo representa uma equipe dedicada e capacitada, preparada para agir com foco na prevenção e no auxílio imediato, criando um ambiente corporativo resiliente e preparado.

A brigada atua na linha de frente da prevenção: promovem simulacros eficientes, garantem que as rotas de fuga estejam sempre livres e operam os equipamentos com agilidade em situações críticas. Para o gestor, manter esses treinamentos em dia e organizar os registros é uma excelente prática que garante conformidade com a NR-23, promovendo uma cultura de segurança e cuidado em todo o local de trabalho.

Manutenção de sistemas contra incêndio

A manutenção preventiva é a etapa avançada pós-inspeção. Enquanto a inspeção é visual, a manutenção e os testes operacionais envolvem ações físicas: ajustes, reparos, limpeza profunda e substituição de peças. Isso garante que o equipamento realmente funcione sob estresse, reduzindo custos e evitando falhas catastróficas.

Passo a passo do protocolo técnico

  1. Preparação
    Notificar a central de monitoramento e ocupantes para evitar alarmes falsos.
  2. Inspeção de detectores
    Verificar visualmente a localização e limpeza.
  3. Teste operacional
    Ativar acionadores manuais e testar detectores com fumaça sintética.
  4. Verificação de sinais
    Assegurar que sirenes e luzes estroboscópicas funcionem em todas as áreas.
  5. Revisão da rede de extinção
    Checar pressão das bombas e estado das válvulas.
  6. Testes de fluxo (anuais)
    Realizar descargas controladas para verificar a vazão de água.
  7. Registro e certificação
    Documentar cada achado em registro digital para fins de conformidade.

Fluxo de trabalho inteligente com Kizeo Forms

Digitalizar a inspeção garante integridade da informação e rapidez de resposta.

Etapas do fluxo digital: 

Configuração

Design do formulário inteligente com campos obrigatórios e lógica de alertas.

Execução em campo

Uso de dispositivos móveis para fotos, geolocalização e assinaturas, eliminando o papel.

Avaliação automatizada

Análise instantânea do “estado de saúde” do sistema.

Gestão de resultados

  • Relatório automático: Elaboração de certificado em PDF.
  • Alertas de ação: Notificação imediata para reparos e criação de ordens de serviço.

Informação centralizada

Quer otimizar sua conformidade normativa hoje? Inicie a transição para inspeções digitais com Kizeo Forms. Faça um teste grátis de 15 dias e assegure sua proteção com uma manutenção baseada em dados.

Perguntas frequentes sobre a inspeção de sistemas de incêndio

Quais são os tipos de sistemas contra incêndios?

Os sistemas dividem-se em duas categorias: Proteção Passiva (portas corta-fogo, selagens e estruturas retardantes) e Proteção Ativa. A Proteção Ativa inclui sistemas de detecção (sensores), alerta (alarmes e sirenes) e extinção (sprinklers, extintores, hidrantes e sistemas de supressão por gás).

O que é o sistema NFPA?

A NFPA é uma organização internacional que cria normas globais para minimizar os riscos de incêndio. No Brasil, essas normas são a base para muitas das nossas NBRs. As normas NFPA 25 e NFPA 72 são os principais referenciais técnicos para protocolos de inspeção, testes e manutenção em todo o mundo.

O que significa PPCI na prevenção de incêndios?

No Brasil, utilizamos a sigla PPCI (Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios). É o projeto obrigatório que detalha todas as medidas de segurança de uma edificação. Ele engloba todos os equipamentos e protocolos necessários para detectar e controlar o fogo, sendo essencial para a regularização do imóvel junto aos Bombeiros.

Com que frequência as inspeções devem ser realizadas?

A frequência varia por equipamento. Extintores costumam exigir inspeção visual mensal, enquanto sistemas de sprinklers e alarmes possuem testes trimestrais ou semestrais. É fundamental seguir o cronograma das normas ABNT e as instruções técnicas estaduais para garantir que o AVCB permaneça válido e o sistema opere sob estresse.

Como a digitalização ajuda no cumprimento das normas?

Ferramentas como o Kizeo Forms eliminam erros humanos e garantem que nenhum passo crítico seja esquecido. Elas geram provas irrefutáveis como fotos, assinaturas e GPS. A digitalização permite reagir em tempo real a falhas, facilitando a gestão de documentos para auditorias e evitando multas ou riscos desnecessários à operação.

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