Registrar uma não conformidade de forma clara e ágil não só ajuda a evitar erros recorrentes, como também impulsiona a melhoria contínua e o cumprimento de compromissos com clientes e contratados.
O relatório de não conformidade é a ferramenta central para manter a excelência de uma operação, transformando falhas pontuais em dados para a tomada de decisão. Quando o registro é feito de forma clara e ágil, a empresa deixa de apagar incêndios e passa a construir uma cultura de prevenção, garantindo o cumprimento de prazos e o rigor técnico exigido por clientes e parceiros.
Além de ser uma exigência para certificações, é o motor da melhoria contínua. Ao digitalizar esse fluxo, a equipe ganha velocidade na identificação da causa raiz e precisão na execução de ações corretivas.
O que é uma não conformidade?
No contexto da gestão da qualidade, um relatório de não conformidade é um documento técnico que registra formalmente o descumprimento de um requisito normativo, legal ou interno. Sua função principal é iniciar um protocolo de análise de causa raiz para implementar ações corretivas que evitem a repetição do erro.
Na prática, isso se aplica a diversas situações. Em uma fábrica, por exemplo, pode ser um desvio na montagem que afeta o produto final. Já em um canteiro de obras, o relatório surge quando um material chega fora da especificação ou uma tarefa é feita sem a supervisão necessária. No setor de serviços, ele é usado quando um fornecedor descumpre prazos ou um relatório é entregue com dados incompletos.
Identificar essas situações a tempo é o primeiro passo para garantir que o sistema de gestão funcione de verdade. Ao documentar esses pontos, a empresa transforma falhas em aprendizado, mantendo a operação organizada e eficiente.
O cenário normativo no Brasil
No Brasil, o tratamento de desvios é regido pela ABNT NBR ISO 9001, a versão nacional da norma global que estabelece diretrizes para ações corretivas. Para empresas que buscam excelência, seguir essa norma é o que garante que o relatório de não conformidade não seja apenas um papel, mas uma ferramenta de gestão estratégica e jurídica.
Além da ISO, setores específicos possuem exigências próprias. Na construção civil, o PBQP-H torna o registro de falhas obrigatório para garantir a qualidade das obras. Já na indústria de saúde e alimentos, as normas da Anvisa (RDCs) impõem controles rígidos de rastreabilidade, onde qualquer falha não documentada pode resultar em sanções severas e riscos à segurança do consumidor.
Como reportar uma não conformidade digitalmente
Formato de registro de não conformidade
A pessoa que detectou a não conformidade deve preencher o primeiro formulário com os detalhes da ocorrência pelo celular ou tablet. Este formulário geralmente inclui:
- Identificação da ocorrência: data, responsável, área ou projeto onde a não conformidade foi detectada.
- Descrição do problema: o que aconteceu, como foi detectado e qual o impacto gerado.
- Ações imediatas: medidas tomadas para conter o problema no momento.
Este alerta inicial chega aos supervisores que, dependendo da gravidade da situação, iniciam uma investigação completa para depois emitir o relatório final.
Relatório de não conformidade
O relatório de não conformidade é uma ferramenta essencial que documenta todo o caminho, desde a identificação de um problema até a sua solução final. Ele começa detalhando a causa raiz, ajudando a entender se o que aconteceu foi fruto de uma falha de comunicação, falta de treinamento ou algum erro de procedimento interno.
Com esse diagnóstico em mãos, o relatório passa a registrar as ações corretivas que precisam ser feitas para resolver a situação. O processo só termina com o acompanhamento e o fechamento do caso, onde se verifica se as medidas tomadas realmente trouxeram o resultado esperado e evitaram que o erro se repetisse.
Ao trazer esse fluxo para o digital, é possível ganhar muito mais controle sobre a operação. As informações ficam disponíveis para consulta em tempo real, facilitando a rastreabilidade e o monitoramento de indicadores importantes, como o tempo que a equipe leva para responder a cada ocorrência.
Do registro ao plano de ação: como gerenciar as ações corretivas
A ação corretiva resolve o erro imediato e, ao mesmo tempo, elimina a causa raiz do problema, tornando o sistema de gestão da qualidade muito mais robusto. O plano de ação para tratar uma não conformidade deve abordar tanto o “o que aconteceu” quanto o “por que aconteceu”. Veja os passos principais:
Analisar a causa raiz com profundidade
A análise não deve ser superficial. Ferramentas como os 5 porquês, o diagrama de Ishikawa ou a árvore de falhas ajudam a chegar à verdadeira origem do problema. Por exemplo:
- Se uma peça falha, foi por erro humano ou falta de manutenção no equipamento?
- Se um serviço atrasa, o motivo é o excesso de carga de trabalho ou um procedimento ineficiente? Entender a causa raiz evita que o erro se repita.
Criar um plano de ação realista e mensurável
Cada ação corretiva precisa de um responsável, um prazo e um indicador de sucesso. Não basta “corrigir”: é preciso medir a eficácia. Exemplo: atualizar o procedimento de recebimento de materiais, treinar a equipe e auditar os três primeiros pedidos recebidos com o novo método.
Implementar e monitorar
Durante a execução do plano, é fundamental manter a comunicação entre as equipes de operação e de qualidade. Ferramentas digitais permitem registrar avanços, anexar evidências (como fotos ou notas) e manter a rastreabilidade completa.
Verificar a eficácia
Após a execução das ações, é preciso avaliar se o problema foi resolvido e se não surgiram novos riscos. Este passo é essencial em auditorias internas da ISO 9001, pois demonstra o compromisso com a melhoria contínua.
Benefícios de digitalizar os relatórios de não conformidade com Kizeo Forms
Empresas de diversos setores já utilizam o Kizeo Forms para gerir seus processos de conformidade. Os principais benefícios são:
- Rastreabilidade completa: cada registro fica salvo com data, hora e responsável.
- Redução de retrabalho: ao detectar desvios em tempo real, as correções são feitas antes de afetarem a produção ou o serviço.
- Conformidade normativa: os formulários digitais se ajustam aos requisitos da ISO 9001 e outras normas.
- Comunicação ágil: equipes de campo, qualidade e gerência trabalham com a mesma informação.
- Otimização do tempo operacional: segundo estudos com nossos clientes, as empresas que digitalizam seus relatórios recuperam, em média, 3 horas semanais por supervisor. Essa economia vem da eliminação de relatórios manuais e da automação do fluxo de aprovação.
- Análise e melhoria contínua: os dados coletados são exportados facilmente para Excel ou Power BI para gerar indicadores e auditorias.
O próximo passo para a excelência operacional
Detectar e reportar uma não conformidade não deve ser visto como um erro, mas como uma oportunidade de evolução. Ao unir um formulário bem estruturado a um plano de ação digital, as empresas fortalecem sua cultura de qualidade, melhoram o compliance com a ISO 9001 e constroem relações mais sólidas com clientes e parceiros.
Com o Kizeo Forms, esse processo se torna rápido, confiável e acessível de qualquer lugar.
Perguntas frequentes sobre não conformidades
Qual a diferença entre uma não conformidade maior e uma menor?
- Não conformidade menor: tem um impacto limitado ou isolado na qualidade ou segurança, e pode ser corrigida rapidamente sem comprometer o sistema.
- Não conformidade maior: afeta diretamente o cumprimento da ISO 9001 ou a capacidade da organização de garantir a qualidade do produto ou serviço.
Quem deve reportar uma não conformidade?
Qualquer pessoa que detectar um desvio pode reportá-lo: operários, supervisores, inspetores ou auditores.
Qual formato é recomendado para registrar uma não conformidade?
Um formulário de não conformidade deve ser claro e breve. O ideal é que inclua os dados essenciais: responsável, descrição, causa, gravidade e ações corretivas. O Kizeo Forms permite personalizar este formato digitalmente e automatizar seu envio e acompanhamento.
Como validar se uma ação corretiva foi eficaz?
Após aplicar as ações, é feita uma verificação de eficácia: analisa-se se o problema foi resolvido e se não voltou a ocorrer. Esta etapa pode ser documentada no próprio formulário ou por meio de uma auditoria interna.

